quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

FIM DA SECA: 2017 CHEGARÁ COM MUITA CHUVA, PRINCIPALMENTE EM JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO, PREVEEM METEOROLOGISTAS

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As previsões da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) apontam que haverá uma melhora significativa nos índices de chuva para o primeiro trimestre de 2017.
Muito embora janeiro já traga um volume superior de água, é no final de fevereiro e começo de março que a pluviosidade deve alcançar valores verdadeiramente positivos. A expectativa é de que chova entre 300 e 400 mm na área litorânea e entre 500 e 600 mm no semiárido.
Esta é uma excelente notícia quando se leva em consideração que o ano de 2016 foi aquele em que registrou-se uma das maiores secas em pelo menos dez anos, principalmente no período de julho. Isso aconteceu por conta dos fenômenos conhecidos como El Niño, geralmente responsável por causar seca na região Nordeste do País, e La Niña, que, ao contrário do que se imagina, nem sempre traz chuvas. O primeiro desses fenômenos foi identificado como o mais forte do século.
Segundo o meteorologista da Aesa, Flaviano Fernandes, como o Oceano Atlântico Sul vem sofrendo um processo de aquecimento e o Atlântico Norte resfriando-se, é esperado que hajam chuvas próximas da normalidade. “Ou seja, as chuvas podem ficar dentro da climatologia da região, tanto do Semiárido, quanto no Litoral”, afirma. Ele explica que as chuvas dessas regiões são naturalmente mal distribuídas e que, em algumas áreas, pode haver uma maior intensidade de água.
Em comparação ao ano passado, Fernandes esclarece que as chuvas devem ser bem características, igualando-se, mas com uma diferença importante: “O mês de janeiro deve ser mais seco que o do ano passado”, explica, acrescentando que a sensação térmica para este primeiro trimestre também deve ser alta. Quanto ao resto do ano, o meteorologista pontua que a partir de abril as chuvas serão mais intensas, trazendo benefícios para os setores da agricultura e da pecuária.
Discussão ?” As informações de perspectiva climática para 2017 foram divulgadas em uma reunião realizada na Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), na última terça-feira (20). O encontro também contou com a presença de representantes dos produtores agropecuários e dos trabalhadores da agricultura, além do presidente da associação, Murilo Paraíso.
“Estamos todos preocupados com a crise hídrica e a Aesa trouxe aqui um representante falando sobre as perspectivas de chuva, animando o pessoal”, disse o responsável pela Asplan ?” A União ?” Matéria de Lucas Campos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SECA NA BAHIA AFETA MAIS DE UM MILHÃO

imagesOs últimos municípios na Bahia a terem reconhecida a situação de emergência pela Defesa Civil Nacional foram Andorinha, Belo Campo, Chorrochó, Gavião, Monte Santo e Sebastião Laranjeiras, localizados nas regiões do Centro Norte do Estado, São Francisco e Sudoeste, respectivamente. Juntos, eles têm uma população de aproximadamente 110 mil habitantes, que agora deverão ser abastecidas de água por carros-pipas. Do final do ano passado até agora, foram 277 municípios (65%) reconhecidos pelo Governo do Estado como em situação de emergência em todo o Estado. Destes, contudo, o Governo Federal reconheceu este ano 74, que tiveram os decretos homologados pelo Ministério da Integração. Mais de um milhão de moradores, basicamente localizados na zona rural, enfrentam problemas com o abastecimento de água, com a seca de rios, açudes e mananciais, e são socorridos em caminhões-pipas fornecidos pelo Exército. A seca na Bahia é considerada a pior dos últimos cinquenta anos. De acordo com os dados da Superintendência de Defesa Civil do Estado, 152 municípios estão sendo abastecidos por caminhões-pipas, que vêm de cidades dos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia, onde existem unidades do Exército. Os militares são do 72º Batalhão de Infantaria Motorizada (Petrolina), 35º Batalhão de Infantaria (Feira de Santana), 10º Batalhão de Caçadores (Salvador), 4º Batalhão de Engenharia de Construção (Barreiras), 28º Batalhão de Caçadores (Aracaju) e 1ª Companhia de Infantaria (Paulo Afonso). Ontem, além dos 74 municípios já efetivamente em situação de emergência, foram encaminhados os pedidos das prefeituras de Paulo Afonso, Sobradinho, Uauá, Poções e Correntina, que devem ser homologados pelo governador Rui Costa, além de dezenas de outras prefeituras que querem entrar na lista dos municípios em situação de emergência, mas não cumpriram os requisitos técnicos necessários.
Tribuna da Bahia

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

TAVARES SOLICITA POÇOS ARTESIANOS EM BARRA

O deputado Pedro Tavares (PMDB) pede ao governo do Estado que “determine junto aos órgãos competentes a perfuração e instalação de poços artesianos nas comunidades da zona rural de Lagoa Preta e Vereda do Eugênio e para a comunidade de Queimadas 2, município de Barra”. Os moradores da localidade “vêm sofrendo com a falta de água, que hoje é suprida por carros-pipa de forma esporádica devido a extensão do município”. Diante “da latente necessidade” é que o deputado apresentou a indicação, lembrando que a perfuração do poço “beneficiará 26 famílias e inúmeros produtores rurais”.O peemedebista salienta em seu documento que a situação dos moradores da comunidade Vereda do Eugênio e Queimadas não diverge do resto do município,“visto que o abastecimento é realizado também por carros-pipa”, denuncia. Ele informou que os poços Vereda do Eugênio beneficiarão 18 famílias e o de Queimadas 2 outras 17 famílias. Tavares considera esta uma “justa reivindicação”. Barra está localizado na microrregião do São Francisco e tem população estimada em 49,3 mil habitantes.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

MPF recomenda à Codevasf que interrompa desmatamento em Projeto Baixio de Irecê


O Ministério Público Federal (MPF) em Irecê (BA) recomendou à Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), no último dia 13 de dezembro, que interrompa o desmatamento no território do Projeto Baixio de Irecê e que adote providências para iniciar negociações, no município de Xique-Xique (BA), para solucionar as dificuldades enfrentadas pelas comunidades tradicionais impactadas pela iniciativa.
A Codevasf é responsável pela implantação do Perímetro Irrigado do Baixio de Irecê (Projeto Baixio de Irecê), em região próxima a Xique-Xique (BA) e distante 500km de Salvador. De acordo com inquérito instaurado pelo MPF, o projeto já causou impactos negativos nas comunidades de “fundo de pasto” ou “fecho de pasto” locais, que utilizam terras de uso comum para pasto de seus animais, extrativismo, plantio e pesca artesanal. A Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial reconheceu 18 comunidades tradicionais estabelecidas na região, compostas por aproximadamente 800 famílias.
O procurador da República Márcio Albuquerque de Castro, autor da recomendação, considerou denúncias dos integrantes das comunidades, acompanhadas de fotos, segundo as quais a Codvasf suprimiu vegetação no local do projeto. Ele pontuou que “as comunidades tradicionais estão estabelecidas naquela região em período muito anterior ao início do Projeto Baixio de Irecê. Caso ele continue a ser implementado dessa forma, haverá o desaparecimento completo dessas comunidades.”
Castro também destacou que, apesar dos esclarecimentos prestados pela Codevasf e de haver autorização pelo órgão ambiental competente, o projeto está causando lesões aos direitos das comunidades tradicionais.
O MPF recomendou à Codevasf que pare com o desmatamento no local e promova negociações para chegar a uma solução consensual para o problema; os encontros deverão ter participação do MPF.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Fotos dos fãs do blog !




Foto da pequena plantação de milho do nosso amigo Hiury Ribeiro de Xique Xique -Bahia, se você quiser mandar fotos da sua pequena, média ou grande plantação para gente do Blog Baixio de Irecê, mande pro e-mail cometavermelho_@hotmail.com ou no nosso Facebook .

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

OESTE DA BAHIA USA TECNOLOGIA PARA SE MANTER NO TOPO DO PLANTIO DO ALGODÃO




Considerado o “ouro branco do cerrado”, o algodão é uma importante fonte de renda na região oeste da Bahia. O município de São Desidério é o maior produtor do Brasil, o que ajuda a colocar o estado como segundo que mais produz algodão no país. Como na última safra o clima seco não colaborou para as plantações na região oeste do estado, alguns agricultores apostaram na tecnologia para reerguer a produção. 
De todas as lavouras plantadas, a do algodão foi a que menos sofreu com a seca, mas ainda assim, os números ficaram bem abaixo daqueles que eram esperados. Os agricultores colheram quase 22% a menos do que estava previsto. A média colhida por hectare foi de 165 arrobas, mas a previsão é de que esse número ultrapassasse as 200 arrobas. 
Cada hectare custa em média, atualmente, quase R$ 8 mil, e o produto é exportado para países como Turquia, Indonésia e China. Para enfrentar a crise, alguns produtores resolveram investir em alta tecnologia, como foi o caso da família Busato. Eles aumentaram a área plantada de 16.500, para 18.000 hectares.
Para aproveitar a chuva que chegou mais cedo do que se imaginava, as máquinas atuam por mais tempo, e o trabalho chega a durar oito horas por dia.

“A gente plantava e esperava a chuva cair, esse ano está bem diferente, a gente está plantando e a chuva está caindo”, contou Marcos Vieira, gerente da fazenda da família Busato.

Nas fazendas onde o algodão é classificado, tudo é feito com alta tecnologia para evitar desperdícios. As máquinas analisam comprimentos, espessura e a qualidade das fibras do algodão. As análises são feitas todos os dias, como forma de atender a exigência do mercado internacional, como explica Sérgio Bretano, gerente de laboratório da fazenda.
"Os equipamentos que a gente utiliza estão de acordo com os demais laboratórios do mundo inteiro. Isso tem feito com que o algodão da Bahia tenha sido conhecido a nível mundial como um algodão de qualidade”, disse.
Atualmente, a arroba da pluma está custando quase R$ 90, e a tonelada do caroço é vendida por mais de R$ 1 mil. Otimistas com as previsões climáticas, os produtores esperam que os preços atuais possam ser mantidos por um período maior.
“A gente acha que a Bahia é um excelente local para plantar algodão, e também o preço no mercado externo acabou ajudando a tomar essa decisão”, explica o agricultor César Busato.
G1 Bahia

Produtores do Norte e Nordeste já podem renegociar dívidas rurais

Diário Oficial da União publica ontem o decreto que permite aos produtores do Norte e Nordeste renegociar dívidas rurais. Com a regulamentação, o governo federal estabeleceu as condições pelas quais os agricultores poderão quitar ou renegociar as operações de crédito rural contratadas até 31 de dezembro de 2011.
A medida é válida para financiamentos com recursos dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste, por meio do Banco da Amazônia e Banco do Nordeste, e também se estende a operações financiadas pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Dados divulgados pelo Ministério da Integração mostram que um milhão de operações de crédito podem ser renegociadas. São 782 mil operações no Nordeste e 211 mil na região Norte, beneficiada pela primeira vez com medida de renegociação de dívida com desconto. Também estão contemplados produtores rurais do norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, na área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
O ministério informou também que outra vantagem do projeto é o percentual de desconto máximo para quem quiser quitar o débito, que passou de 85% para 95%, justamente para os financiamentos de menor valor. Além disso, foi ampliado o período das dívidas contratadas e que agora podem ser repactuadas. Nas medidas anteriores, o refinanciamento poderia ser feito para dívidas contratadas até 31 de dezembro de 2008. Por esta nova regra, as dívidas tomadas até 31 de dezembro de 2011 poderão ser renegociadas.
A lei permite, ainda, a renegociação de dívidas relativas à venda de lotes para titulação e utilização da infraestrutura de irrigação de uso comum em perímetros públicos sob responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Agência Brasil

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Mineradora BrazIron apresenta relatório final da Jazida Morro do Urubu em Xique-Xique

A mineradora BrazIron é uma empresa Australiana que tem sua subsidiária, a BR Ferro Mineração S.A. no Projeto de Minério de Ferro em Xique-Xique/BA e adquiriu 100% de participação nos direitos de exploração de minério de ferro no município, o que dará o controle total de seu principal projeto. Desde 2007 a empresa já investiu mais de 8 milhões de dólares neste projeto e a “Jazida Morro do Urubu”, possui uma logística excepcional, localizada a 10 km do Rio São Francisco em área navegável dando acesso à ferrovia e ao porto de Aratu e apresenta minério limpo com baixas impurezas, pouco ou nenhum fósforo ou alumínio, o que indica que a atividade irá gerar um baixo impacto ambiental.
A Empresa BrazIron concluiu seu programa de sondagem no prospecto Mina Morro do Urubu, e realizou visita técnica e reunião junto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em 18/02/2016 para apresentar o relatório final através do geólogo Pedro Fonseca. A empresa já tem a autorização do município, faltando agora a licença ambiental do INEMA para que a primeira fase de exploração do ferro inicie.
A ideia da empresa é de colocar a jazida do Morro do Urubu produzindo logo que a licença ambiental seja autorizada, o que deverá gerar inúmeros empregos diretos e indiretos, melhoria da renda da população, dinamizando a economia e a renda per capita local com o aquecimento do comércio regional e o setor de serviços, o que promoverá o desenvolvimento econômico equilibrado do município como também a melhoria da infraestrutura geral de hospitais, escolas, praças, suprimentos, inclusive na pavimentação de estradas.
Ascom/PMXX

SOS VELHO CHICO: Salvamento de peixes e alevinos nas margens ribeirinhas

A revitalização do rio São Francisco é hoje uma das ações ambientais de maior urgência. Nos perguntamos por onde começar, o que podemos fazer em prol dessa causa, que atitudes podemos desenvolver na nossa sociedade que venha resultar em benefícios para "Velho Chico"... 
Hoje, é um grande nome utilizado pela mídia, atraem a atenção por ser um rio de beleza e exuberância, por ter em suas margens modos de vida peculiares, diversidade cultural, uma vegetação rica e uma variedade de espécies de peixes. Mas, esquecem de frisar que estamos perdendo tudo isso, em prol da vaidade humana que só em usufruir sem revitalizar .
O São Francisco aos poucos vem deixando as evidências da sua fraqueza, avisando de todas as formas que não suporta mais aos maus tratos  sofridos.
O que fazer? Que medidas tomar?

De  repente, nos deparamos com atitudes como a do professor Railton Nascimento -Geólogo. Abraçou a causa e nos mostrou que os recursos esta na nossa consciência.
Assim com a fluidez da águas, nós, também, podemos nos mover, sair das palavras bonitas, das reflexões inteligentes e percorrer as margens do rio, que não está distante de nós. Não existe distância quando há o desejo de mudança e fazer por menor que seja a ação que idealizamos... 
Hoje, com um grupo pequeno, o Professor e alguns pescadores estão resganto peixes e alevinos de lagoas de lama, seres que estão morrendo por falta de oxigênio, morrendo por falta de água. Os tempos são de fortes mudanças climáticas, as chuvas já não são como era antes, onde estas lagoas eram abastecidas com as águas das chuvas, estas garantiam a sobrevivência e o desenvolvimento dos surubim, Curimatá, piranha e tantas outras espécies que servem de fonte de renda para muitos pescadores...

Não podemos mais ignorar que do outro lado do rio milhares de alevinos estão precisando da nossa ajuda, para serem devolvidos e acolhidos  pelo Velho Chico. Uma ação como esta, mesmo com recursos tão precários, emociona e sensibiliza quem acompanha. 

Divulgar as imagens realizadas ontem na Ilha do Gado Bravo, do outro lado do Parque Aquático Ponta das Pedras é uma forma de difundir os problemas ambientais e sociais que existem na nossa cidade. Ao mesmo tempo que se reconhece a ação do Professor Railton Nascimento como umas das mais bonitas e sensíveis  que já acompanhamos.
Marquileide Oliveira

FONTE: BLOG CULTURA XIQUE-XIQUE 

FOTOS: Marquileide Oliveira

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Bahia Pesca apresenta sistema de piscicultura para o semiárido

“Sistema de bioflocos” permite que o produtor passe até seis meses sem necessidade de renovar a água dos tanques de produção
A Bahia Pesca (empresa vinculada à Secretaria de Agricultura) anunciará, em Fortaleza, uma tecnologia adaptada pela empresa para a produção de peixes. Trata-se da piscicultura em sistema bioflocos. O novo método de produção permite que os produtores baianos – especialmente aqueles localizados no semiárido – possam ter “fazendas” de peixes mesmo em locais com baixo suprimento de água. O sistema permite que o produtor passe até seis meses sem precisar renovar a água de seus tanques.
O processo será demonstrado para produtores e pesquisadores de todo o Brasil durante a Fenacam (Feira Nacional do Camarão), que acontece entre terça e quinta-feira (22 a 24 de novembro) no Centro de Eventos do Ceará, das 14h às 22h. A Bahia Pesca estará com um estande no local para apresentar aos investidores de todo o mundo as oportunidades de investimentos na Bahia. Técnicos da empresa estarão à disposição para explicar como funciona o sistema e seus benefícios.
O presidente da Bahia Pesca, Dernival Oliveira Júnior, explica que “o sistema permite a utilização de uma água imprópria para consumo humano, mas apropriada para dar uma alternativa de renda e alimento para o sertanejo. Ao contrário do que disse a música, o sertão não virou mar, mas vai dar peixe”.
“Este sistema chega como uma nova alternativa para regiões que atravessam um longo período de estiagem. Diante do grande potencial da Bahia para a produção de pescado, o governo do Estado não mede esforços e vem empreendendo e intensificando ações para estruturar a atividade pesqueira e tornar o Estado autossuficiente na produção. A apresentação desta nova tecnologia, implementada pela Bahia Pesca, demonstra o nosso comprometimento com o acesso às novas técnicas, o aumento da renda e a promoção de melhorias na qualidade de vida dos produtores”, declarou o secretário da Agricultura, Vitor Bonfim.
O sistema bioflocos
A tecnologia de bioflocos consiste na técnica de cultivo que estimula o crescimento de bactérias que fazem a assimilação em biomassa bacteriana, formando aglomerados compostos por restos de fezes e ração, bactérias e outros microrganismos. “Essa técnica reaproveita a água do sistema e permite a diminuição de gastos com a renovação da água, reduzindo o consumo e o impacto ambiental, e aumentando a eficiência e a sustentabilidade da produção”, explica o gerente de projetos da Bahia Pesca, José Sanches Júnior.
A Bahia Pesca prevê a instalação, em cidades do semiárido, de tanques-lona com capacidade para 20 mil litros de água, que serão povoados com tilápias, peixe de fácil manejo e ótima adaptabilidade. Cada tanque será capaz de produzir, por ano, 3600 quilos de peixes. A Bahia Pesca está em fase de captação de recursos para a implantação dos sistemas nas comunidades rurais do estado.
O benefício
“Com o sistema tradicional de piscicultura, a água utilizada nos tanques precisa passar por constante renovação. Entre 3% e 10% da água precisa ser trocada diariamente. Já com o sistema de bioflocos, esta água só precisa ser trocada a cada seis meses, tempo de duração de um ciclo de produção”, explica o gerente de projetos.

Fonte:
ASCOM BAHIA PESCA
Jornalista responsável: Jan Penalva (DRT/BA 3672)
Tel: (71) 3116-7154 / 99160-9687

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Fim de seca anima empresários da agricultura

Os empresários da agricultura e pecuária baiana terminam 2016 com os olhos voltados para os céus. Após o quinto ano consecutivo de seca, com prejuízos que ultrapassam os R$ 3 bilhões apenas na região Oeste, La Niña já trouxe as primeiras chuvas. 
“As chuvas chegaram nesta semana. Os produtores estão entusiasmados porque os prejuízos foram grandes”, comemorava o secretário da Agricultura, Victor Bonfim, durante a apresentação  da Fenagro, na última quinta-feira. 
Bonfim lembra que desta vez os efeitos da estiagem se espalharam por todas as regiões agrícolas da Bahia. A região do Cacau teve quebra de 50% na safra, o Oeste contabilizou perdas de 40% na produção de soja e de 38% na de algodão, diz. 
Entre os pecuaristas, os prejuízos também foram grandes. Só na região de Vitória da Conquista foram perdidas mais de 15 mil cabeças de gado, fala o secretário. “No próximo ano a agropecuária voltará a contribuir com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) da Bahia”, projeta.
"O Brasil precisa reflorestar 20 milhões de hectares e isso será feito com florestas plantadas. Onde vai ser? Dependem das condições", diz Wilson Andrade, presidente da Abaf, defendendo que a Bahia se prepare para atrair os investimentos necessários para cumprir o Acordo Climático Global de Paris.
Decisão tomadaEm seis meses, o governo Temer tomou uma decisão que vinha se arrastando por décadas a respeito do Porto de Salvador: a expansão do atual Terminal de Contêineres (Tecon), operado pela Wilson Sons, ou a construção de um novo terminal. Optou pela ampliação, fato comemorado por uns e lamentado por outros. 
Com a decisão, o cais principal do Tecon deverá passar dos atuais 357 metros para 800 metros, como parte de um investimento de R$ 358 milhões. Somando-se os gastos com a manutenção, a Wilson Sons vai desembolsar na área R$ 715 milhões, em troca de mais 25 anos de concessão da área, findos em 2050. 
Com isso, espera-se que o estado tenha condições de receber por vez dois navios com 366 metros de cumprimento – os maiores em construção atualmente – a partir de 2020. Se o governo federal tivesse definido a ampliação, ou a construção de um novo terminal, há dez anos, hoje a Bahia estaria em posição de vanguarda. Agora é torcer pela mesma agilidade  em Aratu. 
Mudou a data e ficou na mesma situaçãoO Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou o adiamento do Leilão de Energia Renovável (LER) do dia 16 para 19 de dezembro. Na prática, não muda nada em relação à situação da Bahia, cujos projetos permanecem fora da disputa por falta de estrutura para a transmissão de energia. 
Caso a situação não se modifique, a Bahia vai deixar de receber aproximadamente R$ 3 bilhões em investimentos previstos. Mesmo com o prazo se esgotando, o governo baiano ainda mantém as esperanças de uma decisão que permita ao estado participar.
No horizontePortabilidadeA Fontes Promotora de Crédito, segunda maior correspondente bancária do país, com unidade em Salvador, movimentou este ano R$ 42 milhões em operações de portabilidade de crédito, que oferece reduções de até 20% nos débitos. Efeito do aperto nas contas das famílias brasileiras. 
Fonte: CORREIO

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Projeto implantado pela Codevasf no norte baiano comemora alta produtividade agrícola


Projeto implantado pela Codevasf no norte baiano comemora alta produtividade agrícola
Produtores estimam mais de 60 mil toneladas e faturamento de R$ 45 milhões este ano, com destaque para melão amarelo, cebola e tomate
A produção agrícola total deverá ultrapassar as 60 mil toneladas, e o valor bruto deve alcançar R$ 45 milhões. Essa é a previsão para este ano dos agricultores do projeto público de irrigação Salitre, situado à margem direita do rio São Francisco no norte baiano - uma área implantada e gerida pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) na qual o melão amarelo se destaca: a fruta é conhecida por seu sabor diferenciado, atribuído ao tipo de solo da região do Vale do rio Salitre.
A produtividade do melão amarelo contabilizada no Salitre se mantém entre as mais altas do país: são 42,7 toneladas por hectare a cada uma das cinco safras de cada ano. Outro destaque é a cebola, cultivada em dez hectares do projeto e com três safras anuais: a produtividade é de 33,72 toneladas por hectare. A banana prata tem safra todos os meses do ano, com produtividade anual de 29,15 toneladas por hectare.
“Em seis anos de funcionamento, o Salitre vem se destacando por seus resultados agrícolas. São mais de cinco mil hectares que alcançam altos níveis de produtividade, como no caso do tomate, com uma média de 30 toneladas por hectare em cada uma das três safras do ano”, assinala o superintendente Tomateregional da Codevasf em Juazeiro, Misael Aguilar da Silva Neto, que se reuniu esta semana com os produtores para tratar do processo de criação do Distrito de Irrigação Salitre (DIS) - entidade que será responsável por gerir o projeto e que terá como base a atual Associação dos Usuários do Perímetro Irrigado Salitre (Asupis). 
O Salitre reúne atualmente 255 pequenos produtores, 28 médios empresários e uma empresa regional de grande porte instalados nos 5 mil hectares da primeira etapa do projeto. O perímetro gera cerca de seis mil empregos diretos e indiretos, segundo estimativas dos técnicos da Codevasf que atuam na área.
Agricultura sustentável
O Salitre foi planejado para ocupar uma área total de 67.400 hectares, sendo 33.900 hectares irrigáveis e 16,6 mil de áreas de sequeiro (destinadas a atividades não-irrigadas, como a criação de animais). A área de reserva legal é de 13,5 mil hectares e a de preservação permanente de 1,8 mil hectares. A superfície agrícola útil é estimada em 31,3 mil hectares.
O projeto foi concebido para ser um modelo de agricultura sustentável. A água é captada no rio São Francisco, distribuída através de canais e utilizada no lote agrícola por meio de sistemas de irrigação por gotejamento ou microaspersão, o que gera uma grande economia e melhor aproveitamento dos insumos agrícolas com considerável ganho ambiental.

Investimento de R$ 4,4 milhões da Codevasf no norte baiano fortalece produção familiar em comunidades rurais


Investimento de R$ 4,4 milhões da Codevasf no norte baiano fortalece produção familiar em comunidades rurais
São 2.640 famílias com acesso assegurado a máquinas e implementos necessários ao cultivo agrícola e a alimentação dos rebanhos 
Preparar a terra para o cultivo e alimentar os rebanhos de caprinos e ovinos têm sido tarefas de execução muito mais fácil para 2.640 famílias do norte baiano – um conforto especial em tempos de estiagem prolongada.
Foi para assegurar a produção e o sustento de agricultores familiares de 132 comunidades rurais daquela região que a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) investiu, nos últimos anos, cerca de R$ 4,4 milhões – recursos aplicados na aquisição de forrageiras, tratores e implementos agrícolas para o uso de associações de pequenos produtores na lavoura e nas criações animais. 
Em operação, os equipamentos hoje geram renda, melhoram a qualidade de vida e fortalecem a economia regional em municípios como Campo Alegre de Lourdes, Sento Sé, Jaguarari, Jacobina, Ourolândia, Mirangaba e Curaçá, entre outros da área de atuação da 6ª Superintendência Regional da Codevasf, sediada em Juazeiro (BA). A maior parte dos recursos é oriunda do Orçamento Geral da União por meio de emendas parlamentares destinadas à Codevasf. 
“Com o apoio da Codevasf, conseguimos realizar um sonho, que era o de adquirir uma máquina agrícola. Hoje o homem do campo tem o trator dentro da roça e todo o equipamento estruturante necessário para melhorar sua atividade”, afirma o agricultor José Neto, da Associação Comunitária Riacho dos Paes, situada na zona rural de Sento Sé, com 85 famílias de produtores associadas. 
Na comunidade Riacho dos Paes, os kits fornecidos no ano passado têm facilitado o preparo da terra para o cultivo do feijão, milho, mandioca e cebola, bem como a trituração de forragens para alimentar os rebanhos, beneficiando atualmente mais de 240 famílias da zona rural do município de Sento Sé.
“Além disso, a Codevasf vem trabalhando junto com a nossa comunidade em outras áreas, como a de implantação de um sistema simplificado de abastecimento de água, que facilitou a vida de muitas famílias”, conta o agricultor José Neto. 
Joaquim Souza, presidente da Associação da Pedra Branca, município de Campo Alegre de Lourdes, acrescenta que, em tempos de seca, o trator agrícola trouxe alívio aos 54 produtores na tarefa de buscar e trazer água para as famílias. “Agora que começou a chover, a produção agrícola vai melhorar”, aposta.
De acordo com Luciano Rocha, da 6ª Superintendência Regional da Codevasf, os investimentos feitos nas comunidades atendidas pela Companhia têm gerado resultados satisfatórios.
“Os equipamentos disponibilizados às associações de pequenos produtores trazem mais autonomia para suas atividades agropecuárias, suporte de transporte de água e alimento para os rebanhos de seus animais. Além disso fortalecem as entidades com a entrada de novos sócios, estimulados com o desenvolvimento da associação – e, por consequência, a melhoria da qualidade de vida dos habitantes da localidade”, conta.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Criadores de toda a Bahia já podem vacinar seus rebanhos contra Febre Aftosa

 Começou no dia 1º de Novembro a segunda etapa de Vacinação contra Febre Aftosa em todo o território baiano. Nesta etapa, que segue até o dia 30 deste mês, todos os bovinos e bubalinos com idade de 0 a 24 meses deverão ser vacinados, e o rebanho acima desta idade deverá obrigatoriamente ser atualizado, mesmo que o criador não tenha animal nesta faixa etária para vacinar.
 A expectativa da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), vinculada à Secretaria da Agricultura (SEAGRI), é que sejam vacinados 95% dos bovinos e bubalinos nesta faixa de idade. A população vacinável nesta etapa é de 3,5 milhões de cabeças, de um total de 10,3 milhões existentes no Estado. A Bahia é reconhecida Internacionalmente como Livre da Febre Aftosa com Vacinação desde 2001, pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE.
 A novidade desta etapa, é que o criador pode fazer a declaração da vacinação do rebanho via internet, através do site da ADAB. O secretário da Agricultura, Vitor Bonfim, explicou que o processo de vacinação e declaração vem sendo atualizado e facilitado a cada ano. “A declaração da vacinação pelo produtor hoje pode ser realizada de forma virtual, não sendo mais necessário se deslocar até um escritório da ADAB, como também já acontece com a emissão de Guia de Trânsito Animal – GTA, para que os animais possam transitar sem restrição”, disse.
 Bonfim pontuou ainda, que “a participação do governo do Estado, através da SEAGRI/ADAB, com o apoio dos serviços veterinários e do setor agroprodutivo, segue na luta para a prevenção contra febre aftosa, e na busca de alcançar este status semvacinação, na Bahia e no Brasil”.
 O diretor-geral da ADAB, Marco Vargas, destacou que “a Bahia vem atingindo índices de vacinação preconizados pela OIE, e apesar da seca que se abate sobre o Estado, atingimos uma taxa de vacinação de 93,84 na etapa anterior, com população de 10.389.079 cabeças, e um total de 299 mil produtores com bovinos e bubalinos. Somos o 8º rebanho nacional”. Na primeira etapa da campanha, as regionais de Salvador (98,05%); Itapetinga (97,95%) e Teixeira de Freitas (97,03%) obtiveram os melhores índices de vacinação, seguidas por Itaberaba (96,24%) e Irecê (95,27%). Destacaram-se ainda os municípios de Acajutiba, Cairu, Cardeal da Silva, Ibititá, Itaparica, Ituberá e Rio do Pires, que alcançaram o índice de 100%.
 O Diretor de Defesa Animal da ADAB, Rui Leal, ressaltou que “este é um período importante, em que o produtor tem o compromisso de manter a garantia e a qualidade do rebanho do Estado. É importante que o produtor não deixe para vacinar seu rebanho na última hora e não se esqueça de declarar via internet ou num escritório da ADAB”.
Passo a passo para Declaração de Vacinação Via Internet
Para declarar a vacinação basta acessar o www.adab.ba.gov.br, e clicar na aba a direita da tela “Sistema Informatizado”. Digitando o login (CPF ou CNPJ) e a senha, o criador poderá efetuar a declaração de forma rápida e fácil, e no caso de dificuldades, é só acessar o tutorial disponível na página. O produtor que já acessa o site da ADAB para efetuar solicitação da GTA poderá utilizar a mesma senha e login. Aquele que não possui senha de acesso terá que se dirigir à gerência regional da ADAB mais próxima, para adquiri-la com auxílio do gerente técnico da Agência e/ou coordenador regional. A senha pode ser solicitada pelo próprio produtor ou por portador, munido de procuração pública.

Clima favorece e Matopiba acelera plantio da soja

Produtores do Matopiba, fronteira agrícola brasileira entre os Estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, se preparam para acelerar o plantio de soja, em meio à previsão de chuvas mais frequentes a partir deste final de semana. A expectativa é de recuperar perdas da safra passada. A região foi a mais prejudicada pela seca em 2015/2016, com queda de produção de 35,6% ante o ciclo anterior, somados os quatro Estados da região.
Os agricultores estão otimistas com as perspectivas climáticas para a safra 2016/2017, mas se mostram cautelosos com a expansão de áreas, em razão do aumento do endividamento. Na Bahia, maior produtor de soja do Matopiba e Estado que enfrentou cinco anos seguidos de seca, o plantio começou de fato só na semana passada, contou o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato. “Produtores levaram suas máquinas para o campo agora e estão plantando porque a previsão é favorável.”
A região teve chuvas em setembro e outubro, mas poucos arriscaram semear após a queda de produção de 23,2% no ano passado, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Busato lembrou que a seca provocou prejuízos não só na soja, como também no milho e no algodão. “Temos tecnologia suficiente para produzir em anos com 20 a 25 dias de seca. Agora, quando ultrapassa 30 dias – e, no ano passado, houve 47 dias sem chuva -, não há tecnologia que aguente.”
Desistência. Com as recorrentes adversidades climáticas grandes grupos agrícolas retraem investimentos na região. Esta semana, a SLC Agrícola, uma das empresas de terras e produção agrícola de capital aberto, disse aos acionistas ter alterado seu portfólio de terras ali. “No Nordeste, ao longo do ano, arrendamos para vizinhos 13 mil hectares. Já temos assinado o distrato de um contrato de mais 5 mil hectares para 2017”, apontou o diretor presidente da SLC, Aurélio Pavinato, ressaltando que a companhia deixará de trabalhar, no total, em 18 mil hectares na região.
O executivo ressaltou que o último ano foi “fora da curva”, porque provocou a pior redução concomitante de produtividade de soja e de algodão, causando um expressivo déficit de fluxo de caixa na região.
No Piauí, Estado que teve maiores perdas na safra passada, de 64,8%, segundo a Conab, a expectativa para 2016/17 é positiva e vários produtores já recontrataram mão de obra. “A seca teve reflexo negativo sob vários aspectos e provocou um nível de desemprego alto”, disse o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado, Altair Fianco. Fianco, que é produtor em Uruçuí, tinha 32 funcionários e terminou a última safra com 9. Hoje já está com 25. “A maioria dos produtores está recontratando”, disse.
Para ele, a saída de alguns agricultores do Piauí está restrita a algumas companhias. “Se tiver uma sequência de duas a três safras ruins, pode ficar complicado. Mas por enquanto produtores estão aguentando bem.” Segundo ele, os ciclos anteriores, de 2013/14 e 2014/15, não foram excepcionais, mas trouxeram rentabilidade, e em anos anteriores o Estado atingiu boa produtividade. “Vejo que há apreensão, mas em agricultores estabelecidos não vejo debandada.”
No Piauí, parte dos produtores teve chuvas em suas áreas entre o fim de setembro e 10 de outubro, o que permitiu o cultivo de soja logo no começo do calendário agrícola. Agricultores piauienses esperam retomar a área que em 2015 não pode ser semeada com soja por causa da seca. “O ano passado eu diria que a gente quase não teve safra. De uma perspectiva de colher 1,8 milhão de toneladas, acabamos tirando 645,8 mil toneladas.”
A analista Daniele Siqueira, da AgRural, assinalou que produtores em todo o Matopiba estão plantando e tiveram um bom avanço ao longo da semana. “Está melhor do que no ano passado”, afirmou a analista, ponderando, contudo, alguns problemas no Tocantins. “Produtores plantaram antes esperando chuva, mas ela não veio e tiveram que replantar. Mas agora a chuva já chegou e há previsão para mais.”
No Maranhão, em torno de 30% a 35% da área prevista para a soja já foi semeada, segundo o presidente da Aprosoja do Estado, Isaías Soldatelli. O plantio começou em 1.º de outubro, mas produtores de poucas áreas conseguiram semear até o dia 20. “O maior volume de plantio ocorreu nos últimos dias”, informou. “A chuva estava irregular e teve até alguma coisa de replantio, mas foi um problema localizado. Produtor entrou plantando com cautela.”
Na maioria das áreas, o aspecto das plantas tem agradado aos produtores, que esperam uma colheita melhor do que a safra passada, quando Maranhão foi o segundo Estado com maior queda de produção do Matopiba, de 39,6%.
Canal Rural com informações Estadão Conteúdo

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

CHUVA NA REGIÃO


Na noite de ontem na nossa região algumas cidades já estavam caindo aquela chuvinha tão esperada por todos nós, hoje pela manhã exatamente na cidade de Xique-Xique - Bahia caía aquela chuvinha "marota" calma mas "molhadeira" como diz o sertanejo, estamos torcendo para que esta semana continue caindo essa chuva.
Segundo o site Clima Tempo Xique-Xique tem uma previsão que chova 10 mm no dia de hoje, amanhã 15 mm e domingo 8 mm e segunda 27 mm, contribuindo para que nossas lavouras sigam produzindo nosso alimento de cada dia. 


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

SAFRA BRASILEIRA DEVERÁ CRESCER 13,9% EM 2017, DIZ IBGE

size_960_16_9_producao-recorde-graos-jpg1A safra brasileira deve fechar 2017 com uma produção de 209,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, 13,9% acima da safra prevista para este ano. Segundo o primeiro prognóstico para a safra de 2017, divulgado hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o maior aumento deverá ocorrer no Nordeste (51%). As demais regiões deverão ter as seguintes taxas de crescimento de 2016 para 2017: Norte (7%), Sudeste (10,3%), Sul (5,5%) e Centro-Oeste (18,7%). O IBGE também divulgou hoje (10) mais uma estimativa para a safra deste ano. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de outubro, 2016 deve fechar com uma produção de 183,8 milhões de toneladas, uma queda de 12,3% em relação a 2015. As três principais lavouras brasileiras deverão ter queda neste ano, em relação ao ano passado: soja (-1,5%), arroz (-15,5%) e milho (-25,5%). A área colhida neste ano também deve ser 0,7% inferior à do ano passado. Entre as três principais lavouras, apenas a soja fechará o ano com um aumento na área colhida (2,8%). O milho terá queda de 1,3% na área colhida e o arroz, de 10,2%.
Vitor Abdala, Agência Brasil

COMITÊ DIZ QUE NÍVEL DE RESERVATÓRIOS DO NORDESTE CHEGARÁ A 7,5% NO FIM DO MÊS

1421001149313-barragem-maresO Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) estima que o nível de armazenamento nos reservatórios da Região Nordeste chegue a 7,5% no fim de novembro. No reservatório de Sobradinho, no norte da Bahia, a situação é mais grave e o nível deve chegar a 4%. Atualmente, o nível de armazenamento das represas na região está em 9,95% e, em Sobradinho, 6,76%.
Recentemente, a Agência Nacional de Águas (ANA) autorizou a redução da vazão mínima das barragens de Sobradinho e Xingó (AL/SE), no Rio São Francisco, para 700 metros cúbicos por segundo (m³/s), o menor já adotado para os dois reservatórios.
“O CMSE destacou o papel fundamental dos reservatórios na mitigação dos riscos de indisponibilidade e de baixa qualidade da água aos usuários do Rio São Francisco, principalmente em situações de escassez como a vivenciada atualmente”, informou o comitê.
Para os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, a estimativa do CMSE é que cheguem ao fim do mês com 30,7% da sua capacidade. No Sul, o armazenamento deve ficar em 80,9% e, na Região Norte, em 13,7%. O CMSE avalia que o risco de déficit de energia no ano que vem é de 0,9% para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste e de 0,1% para o Nordeste. Neste ano, o risco de déficit é de 0% nos dois subsistemas.
Chuvas
O comitê também analisa as condições meteorológicas para verificar se há possibilidade de chuvas nas regiões onde ficam os reservatórios das hidrelétricas. De acordo com estudos dos ministérios de Minas e Energia e de Ciência e Tecnologia, continuam atuantes as condições de neutralidade no Oceano Pacífico Tropical, sendo mais provável o desenvolvimento de um episódio de La Niña de curta duração e fraca intensidade. “Nessas condições, todavia, é pouco provável que a situação oceânica no Pacífico exerça influência sobre as precipitações da atual estação chuvosa do Sudeste/Centro-Oeste.”
Segundo o CMSE, a expansão da capacidade instalada elétrica em 2016 totalizou 8.611 megawatts (MW,) já tendo ultrapassado o recorde de expansão anual anteriormente registrado para o sistema elétrico brasileiro (7.509 MW em 2014) antes do fim deste ano.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

CRIADOR JÁ PODE DECLARAR VACINAÇÃO CONTRA FEBRE AFTOSA PELA INTERNET

vacina-adagroTodos os bovinos e bubalinos com idade de 0 a 24 meses devem ser vacinados contra a febre aftosa até o dia 30. A expectativa da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), é que sejam vacinados 95% dos animais nesta faixa de idade. A população vacinável nesta etapa, que começou no último dia 1º, é de 3,5 milhões de cabeças, de um total de 10,3 milhões existentes no estado.
De acordo com a Seagri, o rebanho acima desta idade deve obrigatoriamente ser atualizado, mesmo que o criador não tenha animal nesta faixa etária para vacinar. A Bahia é reconhecida Internacionalmente como Livre da Febre Aftosa com Vacinação desde 2001, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A novidade desta vez é que o criador pode fazer a declaração da vacinação do rebanho por meio do site da Adab.
O secretário da Agricultura do Estado, Vitor Bonfim, explica que o processo de vacinação e declaração vem sendo atualizado e facilitado a cada ano. “A declaração da vacinação pelo produtor hoje pode ser realizada de forma virtual, não sendo mais necessário se deslocar até um escritório da Adab, como também já acontece com a emissão de Guia de Trânsito Animal [GTA], para que os animais possam transitar sem restrição”, afirma.
Taxa de vacinação – Já o diretor-geral da Adab, Marco Vargas, destaca que “apesar da seca que se abate sobre o estado, atingimos uma taxa de vacinação de 93,84 na etapa anterior, com população de 10.389.079 cabeças e um total de 299 mil produtores com bovinos e bubalinos. Somos o 8º rebanho nacional”.
Na primeira etapa da campanha, as regionais de Salvador (98,05%), Itapetinga (97,95%) e Teixeira de Freitas (97,03%) obtiveram os melhores índices de vacinação, seguidas por Itaberaba (96,24%) e Irecê (95,27%). Destacaram-se ainda os municípios de Acajutiba, Cairu, Cardeal da Silva, Ibititá, Itaparica, Ituberá e Rio do Pires, que alcançaram o índice de 100%.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

SECA LEVA METADE DAS CIDADES DO NORDESTE A DECRETAR ESTADO DE EMERGÊNCIA

imageAssim como o município de Santa Bárbara, na região de Feira de Santana, uma em cada duas cidades do Nordeste está em estado de emergência por causa da seca, que chega ao seu quinto ano consecutivo na região.
Dados do Monitor de Secas do Nordeste do Brasil, elaborado pela Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos), mostra que a estiagem chegou em setembro ao estágio mais severo dos últimos 12 meses.
Quase 100% do território nordestino enfrenta um cenário de seca, mesmo nas faixas litorâneas, com impactos como perda das lavouras, morte dos rebanhos e esvaziamento dos reservatórios de água.
Reservatórios – Maior reservatório do Nordeste, Sobradinho – que fica no rio São Francisco – está com 7,1% de sua capacidade e pode chegar ao volume morto até o final deste ano. No Ceará, o Castanhão, reservatório que abastece Fortaleza, chegou a 5% da capacidade.
Barragens de pequeno e médio porte também secaram. O resultado são 280 cidades de seis Estados enfrentando racionamento ou em colapso no abastecimento.
O cenário mais grave é o da Paraíba, onde 118 cidades estão com problemas no abastecimento. Destas, 30 cidades estão em colapso e dependem de poços ou carros-pipa.
O Ministério da Integração Nacional atualmente atende a 824 municípios em área de seca com carros-pipa, ao custo de R$ 86,8 milhões por mês.